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Púlpito, Via Sacra e coros

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A parede do lado do Evangelho para além de quatro sanefas em simetria, tem um púlpito de finais do século XVIII, bem como as sanefas das portas, que dão acesso ao claustro, confessionário, coro alto e coro baixo, que devem pertencer todas a uma campanha de obra dos finais do século XIX.

Ainda nas paredes do corpo da Igreja, encontramos pequenas esculturas, em material resina policromada, que representam a Via Sacra e as catorze Estações do Calvário, datadas da 2.ª metade do século XX.

Ao fundo da igreja há dois coros, alto e baixo, existindo ainda a grade referida no contrato de 1728. Esta igreja teve sempre um culto público diminuto, pois sempre esteve destinada sobretudo às recolhidas. O contacto físico entre estes dois mundos ficava cortado pelas fortes grades de ferro que isolavam estes dois espaços tão diferentes. As recolhidas também não tinham qualquer contacto com os padres; só comunicavam com eles através dos pequenos orifícios que ainda hoje se podem ver, abertos nas paredes da capela-mor e corpo da igreja, por onde comungavam e lhes passavam tudo quanto era necessário para celebrar a missa. Segundo os primeiros Estatutos do Recolhimento, que datam de 1748, davam especial atenção à ausência de contacto entre as recolhidas e os seculares, mesmo se fossem sacerdotes.

Deve-se realçar que segundo fontes históricas disponíveis, numa das paredes laterais do corpo da Igreja, havia uma pequena edícula, muito bonita, onde se via uma imagem de S. Francisco, que deveria ser o local onde esteve inicialmente a imagem milagrosa do Menino Deus, integrada no retábulo-mor primitivo de 1733. Era, talvez, a peça de talha mais antiga da igreja.