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A construção e bênção da Igreja (1733)

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Quando em inícios de 1727 resolveram, finalmente, avançar para a construção da capela, o local já não era o do Campo da Feira. Depois de vários avanços e recuos, nomeadamente em relação aos custos e ao local de construção, em 1728, Vitória de Jesus teve uma nova visão de inspiração divina. Para além da construção da capela, teve também a ideia de construir um recolhimento para donzelas órfãs. Vitória de Jesus teve de procurar um outro local para edificar a igreja e o recolhimento. A escolha recaiu no atual local onde está a capela e o recolhimento, a norte da vila de Barcelos.

Fez-se nova petição ao arcebispo de Braga. Este respondeu afirmativamente a 16 de abril de 1728. De imediato, no início do mês de maio, assinaram-se os contratos de pedraria, carpintaria e ferraria para se dar início às obras! Estas arrancaram, apesar das dificuldades financeiras.

Mas, Vitória de Jesus contou com outro problema: a falta de mão de obra qualificada. Nessa altura, o rei de Portugal, D. João V, estava comprometido com a construção do Convento e Palácio de Mafra. Nesse sentido, determinou que todos os pedreiros que estivessem a trabalhar noutras obras fossem obrigados a trabalhar na construção do referido Convento e Palácio. Vitória de Jesus movida pela audácia e vontade espiritual tomou a iniciativa e deslocou-se a Lisboa, conseguindo a autorização real para que os pedreiros regressassem e terminassem a construção da igreja e recolhimento do Menino Deus.

A obra terminou em meados de 1733 e a Igreja foi benzida a 27 de setembro desse ano, quando a imagem do Menino foi trasladada, em procissão, da capela da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco, da Colegiada, para a Igreja do Menino Deus.