Os anjos tocheiros do altar-mor
Ladeando o último degrau, encontramos dois anjos tocheiros, de madeira policromada, datados do século XVIII. Ambas as figuras são de dimensão média, surgindo em duas bases sobrepostas redondas: a primeira das quais mais recente e a segunda em forma de nuvem.
O anjo tocheiro do lado do Evangelho (lado esquerdo do visitante) apresenta-se com vestes militares, com couraça dourada ornada por friso com fio estreito, também a dourado e botas de meio cano acastanhadas. Traja ainda, uma túnica cintada, com mangas, em tons salmão, dourados, brancos, que estão embelezados por motivos fitomórficos e um manto que descai para o lado direito e que se encontra preso por fivela ao peito. O manto e a túnica apresentam-se com ar esvoaçante. Na sua mão direita segura um tocheiro em forma de espiral, que termina no topo com um suporte para colocação de velas circular. A sua mão esquerda encontra-se dobrada e apoiada no peito. Cara ligeiramente inclinada, com ar sereno, tranquilo, brilhante e cabeça com farta cabeleira encaracolada e aloirada. As asas são amovíveis, entalhadas e recortadas.
Por sua vez, o anjo tocheiro do lado da Epístola (lado direito do visitante) é muito similar ao anterior. Apresenta-se com vestes militares, com couraça dourada ornada por friso com fio estreito, também a dourado e botas de meio cano acastanhadas. Traja ainda, uma túnica cintada, com mangas, em tons salmão, dourados, brancos, que estão embelezados por motivos fitomórficos e um manto que descai para o lado direito e que se encontra preso por fivela ao peito. Na sua mão esquerda segura um tocheiro em forma de cornucópia, que termina no topo com um suporte para colocação de velas circular. A sua mão direita encontra-se dobrada e apoiada no peito. Cara ligeiramente inclinada, com ar sereno, tranquilo, brilhante e cabeça com farta cabeleira encaracolada e aloirada. As asas são amovíveis, entalhadas e recortadas.
O camarim, anjos e coro ainda se podem ver. Por vezes, ficam cobertos por uma pintura que representa o Menino Deus, da autoria do bracarense António Alves, datada de 1931, e ali colocada já no período em que a Casa do Menino Deus estava confiada às Franciscanas Missionárias de Maria. Os dois anjos ao pé da custódia, referidos no contrato já não figuram neste altar.